terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sempre tive curiosidade pelas coisas espirituais, herdei do meu pai, Mestre na Rosa Cruz Amorc. AO longo da vida para além desta curiosidade, questionando, a forma como levamos a vida acelerada, em que vamos sentido um vazio, tristeza e solidão, em que não sentimos satisfação com o que fazemos, em que temos aquela sensação que falta algo, e sabemos que o algo não tem a ver como os filhos e família, que com esses está tudo bem. Também fui-me conhecendo e percebendo que era daquelas pessoas que lidava mal com o stress. Depois do tumor, percebi que não estava disposta a correr tantos riscos, a continuar a colocar o organismo à prova, o medo das recidivas, a segunda oportunidade, não permitiam continuar como estava. Fui mudando algumas coisas progressivamente, dizendo corajosamente NÃO a outras e tentando encontrar sentido. Entrei para uma escola de medicina alternativa (a saúde sempre presente, até porque na altura trabalhava num hospital de medicina convencional) e terminei o curso de massagista. Ainda fiz massagens de relaxamento, mas abandonei, pelas mais variadas desculpas e exigências. Pelo meio, haviam os outros, e eu perante esse julgamento ou avaliação e mais outras a juntar que não contribuíram em nada para uma melhoria, e entrei em depressão. Como sempre acreditei em sinais, mas como alguns conduziram para o estado de crise, quis ignorá-los. Mas ultimamente têm sido tão evidentes, impossíveis de ignorar. Estava a ver um programa de televisão e o entrevistado era o Tomás de Mello Breyner. A história dele tocou-me por também ele ter mudado o rumo da sua vida por um problema de saúde. De repente, o que ele dizia, não apenas, os benefícios do Yoga e da prática da meditação, este último pelo menos já praticava, como decidi nesse dia não apenas praticar meditação com mais disciplina, como também começar a praticar Yoga. Decidi também fazer o curso de meditação para crianças do Tomás, já que acredito que o projecto dele, meditação nas escolas (educação), poderá ser um contributo valioso para um mundo melhor, mais pacifico e menos violento. Como diz o Dalai Lama, “Se todas as crianças de oito anos aprenderem meditação, eliminaremos a violência do mundo dentro de uma geração”. De facto todos podemos contribuir para esta transformação do mundo (já dizia o livro profecia celestina, que li ainda muito nova e que começou a transformar a minha forma de ver o mundo). A juntar a este, o livro o Índio Branco, oferecido pela minha querida irmã Cibele. Ao mesmo tempo que faço o curso de meditação, vejo um site a ser refeito por uma amiga webdesigner e professora de Yoga Aéreo, a Raquel Deville, sobre um espaço especial, para Humanizar Consciências, que já conhecia e volto a reler o ebook disponível. Tudo o que li, fazia novamente imenso sentido. Passei a fazer meditação com os meus dois filhos, daqui a uns tempos falo dos resultados, mas sei que só pode ser benéfico, já que a mim ajudou-me a ser mais feliz (nesse meu grande compromisso com a felicidade), a estar mais calma, a gostar de mim como sou, a controlar as emoções e a encontrar um sentido. E acredito, que estas práticas são o primeiro passo para a transformação, mas que como diz David Servan-Schreiber no seu livro anti cancro, essenciais p.x na remissão dos tumores.

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